INFLAMMAGING E HARMONIZAÇÃO OROFACIAL: MODELO BIOPSICOPERCEPTIVO PARA O PLANEJAMENTO CLÍNICO
DOI:
https://doi.org/10.51670/aos.v7i2.335Palavras-chave:
envelhecimento, estética, harmonização orofacial, inflamação, senescência celularResumo
Objetivo: Analisar a influência do inflammaging no envelhecimento facial, investigando seus efeitos sobre a resposta tecidual, a previsibilidade clínica dos procedimentos e a dimensão perceptiva dos resultados em Harmonização Orofacial (HOF). Métodos: Revisão narrativa da literatura realizada nas bases PubMed/MEDLINE e ScienceDirect, complementadas pelo Google Scholar, com publicações entre 2000 e 2025, utilizando descritores relacionados a inflammaging, envelhecimento facial, senescência celular, matriz extracelular, neuroinflamação e harmonização orofacial. Revisão: O inflammaging, inflamação crônica sistêmica de baixo grau progressivamente estabelecida ao longo da vida, foi analisado como eixo central do envelhecimento facial. A literatura evidencia sua interação bidirecional com senescência celular, disfunção mitocondrial, estresse oxidativo e degradação da matriz extracelular (MEC), comprometendo a resposta tecidual e a previsibilidade dos procedimentos minimamente invasivos. O fenótipo secretor associado à senescência (SASP) amplifica o microambiente inflamatório, reduzindo a síntese de colágeno e aumentando a atividade de metaloproteinases. Paralelamente, evidências indexadas demonstram que identidade facial negativa e fatores psicossociais pré-procedimento são preditores independentes de insatisfação, e que intervenções estéticas faciais alteram a percepção de traços de personalidade de forma independente da qualidade técnica. Com base nessas evidências, propõe-se um modelo biopsicoperceptivo estruturado em dois eixos de avaliação pré-procedimento: o eixo biológico, voltado à estimativa do estado inflamatório tecidual, e o eixo perceptivo, orientado pelo visagismo para mapeamento do desejo de expressão do paciente. Conclusão: A incorporação do inflammaging como eixo estruturante do planejamento clínico, articulada à escuta orientada pelo visagismo, é condição necessária para procedimentos em HOF mais seguros, individualizados e eticamente fundamentados.





