RELAÇÃO ENTRE O TRANSTORNO DISMÓRFICO CORPORAL E A NECESSIDADE DE TRATAMENTOS ESTÉTICOS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA COM METANÁLISE
DOI:
https://doi.org/10.51670/aos.v7i1.321Palavras-chave:
Cirurgia estética, psicopatologia, prevalência, satisfação do pacienteResumo
Objetivo: Analisar, por meio de revisão sistemática da literatura com metanálise a relação entre o transtorno dismórfico corporal (TDC) e a busca por tratamentos estéticos faciais. Métodos: Revisão sistemática com metanálise conduzida segundo as diretrizes PRISMA 2020, realizada no período de setembro de 2025 a fevereiro de 2026, com busca nas bases PubMed/MEDLINE, ScienceDirect, PsycINFO, Scopus e Google Scholar. Resultados: Os estudos incluídos abrangeram amostras clínicas e populacionais onde os desfechos principais analisados foram prevalência de TDC em populações buscadoras de tratamentos estéticos, satisfação pós-procedimento e persistência dos sintomas. Os 21 estudos incluídos envolveram 16.986 participantes, sendo 8.374 mulheres e 7.190 homens. O transtorno dismórfico corporal foi identificado em 1.422 indivíduos (8,4%), com maior prevalência entre pacientes que buscavam tratamentos estéticos ou dermatológicos. As pesquisas foram conduzidas em diferentes contextos institucionais, incluindo hospitais universitários, clínicas dermatológicas, centros de cirurgia estética, instituições educacionais e estudos populacionais, evidenciando o caráter multidisciplinar do transtorno. Ao interpretar o gráfico de floresta obtido na presente metanálise nota-se a ausência de cruzamento da linha de efeito nulo tanto nos estudos individuais quanto no efeito agregado. Tal acontecimento reforça que a busca por procedimentos estéticos em indivíduos com TDC representa associação consistente e não aleatória, sustentando a hipótese de que tais procedimentos não abordam o núcleo psicopatológico do transtorno. Todos os estudos demonstram OR > 1, indicando associação significativa entre o TDC e a busca por tratamentos estéticos faciais. Efeito consistente e clinicamente relevante ao conseguir alinhar a literatura clássica e contemporânea isso também leva a sustentação da hipótese. Conclusão: tratamentos estéticos em indivíduos com TDC não representa necessidade estética objetiva, mas manifestação da psicopatologia subjacente, exigindo avaliação clínica criteriosa e abordagem interdisciplinar. A ausência de avaliação psicológica adequada pode gerar iatrogenia e agravamento dos sintomas, reforçando a importância da integração entre saúde mental e prática estética.





