PADRONIZAÇÃO DA LUZ AZUL ANTIMICROBIANA: A IRRADIÂNCIA COMO DETERMINANTE DA INIBIÇÃO DO CRESCIMENTO DE STAPHYLOCOCCUS AUREUS
DOI:
https://doi.org/10.51670/aos.v6i4.308Palavras-chave:
luz azul antimicrobiana, irradiância, Staphylococcus aureus, fotoinativação, ROS, dosimetria óptica, ágar Mueller–Hinton, LED.Resumo
Introdução: A luz azul antimicrobiana (aBL) atua sem fotossensibilizador exógeno ao excitar cromóforos endógenos, gerando ROS. No entanto, muitos estudos reportam apenas dose (J·cm⁻²), subespecificando irradiância e geometria, o que pode explicar resultados díspares. Objetivo: Quantificar a inibição do crescimento de Staphylococcus aureus em ágar sob aBL e avaliar o papel crítico da irradiância. Métodos: S. aureus ATCC foi inoculado em ágar Mueller–Hinton e irradiado com um dispositivo de LEDs azuis (SkinLED) em doses nominais de 23, 53, 83, 117 e 162 J·cm⁻²; controles em escuro foram incluídos. O crescimento foi quantificado por análise de imagens e expresso como área de colônias relativa ao controle. Resultados: Todas as doses reduziram o crescimento versus controle, com inibição parcial (~45–51%) em 23–117 J·cm⁻² e aumento acentuado em 162 J·cm⁻² (~87%). Conclusão: Os achados apoiam a existência de um limiar dependente de irradiância para aBL eficaz. Protocolos devem especificar e controlar irradiância, espectro e geometria, e não apenas a dose total, para permitir padronização e reprodutibilidade. Em outras palavras, a potência do equipamento emissor é fundamental para o efeito antimicrobiano.





