PADRONIZAÇÃO DA LUZ AZUL ANTIMICROBIANA: A IRRADIÂNCIA COMO DETERMINANTE DA INIBIÇÃO DO CRESCIMENTO DE STAPHYLOCOCCUS AUREUS

Autores

  • Richard Luiz de Oliveira Carvalho 1Hospital do Câncer de Muriaé, Fundação Cristiano Varella (FCV), Muriaé, MG, Brazil.
  • Roberto Fernandes Pacheco Instituto Dr. Ellev – Belo Horizonte, Brazil
  • Carolina Lúcia de Oliveira Pacheco Instituto Dr. Ellev – Belo Horizonte, Brazil
  • Fabrízio dos Santos Cardoso Hospital do Câncer de Muriaé, Fundação Cristiano Varella (FCV), Muriaé, MG, Brazil.
  • Sérgio Gomes da Silva Centro Universitário FAMINAS. Muriaé, MG, Brazil.
  • Patrícia Sardinha Leonardo 4Centro Universitário Afya Itaperuna, Itaperuna, RJ, Brazil.
  • Silvia Cristina Nuñez Instituto Federal Fluminense – Departamento de Engenharia da Computação. Campos dos Goytacazes - RJ
  • Fernando Luiz de Carvalho e Silva Instituto Federal Fluminense – Departamento de Engenharia da Computação. Campos dos Goytacazes - RJ
  • Rodrigo Álvaro Brandão Lopes Martins Universidade Brasil. Programa de Pós-Graduação em Bioengenharia.

DOI:

https://doi.org/10.51670/aos.v6i4.308

Palavras-chave:

luz azul antimicrobiana, irradiância, Staphylococcus aureus, fotoinativação, ROS, dosimetria óptica, ágar Mueller–Hinton, LED.

Resumo

Introdução: A luz azul antimicrobiana (aBL) atua sem fotossensibilizador exógeno ao excitar cromóforos endógenos, gerando ROS. No entanto, muitos estudos reportam apenas dose (J·cm⁻²), subespecificando irradiância e geometria, o que pode explicar resultados díspares. Objetivo: Quantificar a inibição do crescimento de Staphylococcus aureus em ágar sob aBL e avaliar o papel crítico da irradiância. Métodos: S. aureus ATCC foi inoculado em ágar Mueller–Hinton e irradiado com um dispositivo de LEDs azuis (SkinLED) em doses nominais de 23, 53, 83, 117 e 162 J·cm⁻²; controles em escuro foram incluídos. O crescimento foi quantificado por análise de imagens e expresso como área de colônias relativa ao controle. Resultados: Todas as doses reduziram o crescimento versus controle, com inibição parcial (~45–51%) em 23–117 J·cm⁻² e aumento acentuado em 162 J·cm⁻² (~87%). Conclusão: Os achados apoiam a existência de um limiar dependente de irradiância para aBL eficaz. Protocolos devem especificar e controlar irradiância, espectro e geometria, e não apenas a dose total, para permitir padronização e reprodutibilidade. Em outras palavras, a potência do equipamento emissor é fundamental para o efeito antimicrobiano.

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Publicado

2025-12-23

Como Citar

Carvalho, R. L. de O., Pacheco, R. F., Pacheco, C. L. de O., Cardoso, F. dos S., da Silva, S. G., Leonardo, P. S., … Martins, R. Álvaro B. L. (2025). PADRONIZAÇÃO DA LUZ AZUL ANTIMICROBIANA: A IRRADIÂNCIA COMO DETERMINANTE DA INIBIÇÃO DO CRESCIMENTO DE STAPHYLOCOCCUS AUREUS. Aesthetic Orofacial Science, 6(4), 33–41. https://doi.org/10.51670/aos.v6i4.308