IMUNOGENICIDADE DA TOXINA BOTULÍNICA: RELATO DE CASO

Autores

  • Simone Sattler Clínica Simone Sattler
  • Gabriella Castro de Sousa FAIPE/Instituto Viviane Almeida

DOI:

https://doi.org/10.51670/aos.v6i4.163

Palavras-chave:

imunogenicidade, toxina botulínica, anticorpos

Resumo

Objetivo: O objetivo deste trabalho foi avaliar os fatores de risco para imunogenicidade em pacientes que realizam tratamento com toxina botulínica através de uma revisão de literatura e relato de dois casos clínicos, além de discutir a possibilidade de reversão desse quadro. Revisão Bibliográfica: A toxina botulínica (TB), produzida pela bactéria Clostridium Botulinum, apresenta diversos sorotipos, sendo o tipo A o mais eficaz e menos imunogênico. Sua estrutura, composta por cadeias leve e pesada, atua na junção neuromuscular, bloqueando a liberação de acetilcolina e impedindo contrações musculares. No entanto, a repetição de aplicações pode levar ao desenvolvimento de anticorpos, resultando em um efeito imunológico semelhante a uma “vacina”, que reduz a eficácia do tratamento. Estudos indicam que a imunogenicidade é maior em tratamentos com doses elevadas, como em indicações terapêuticas, mas permanece baixa em aplicações estéticas, geralmente realizadas com doses menores. Anticorpos neutralizantes podem se formar, mas não afetam a resposta clínica de todos os pacientes. Embora a prevalência de não respondedores primários seja rara, fatores como técnica de aplicação e dosagem inadequada podem influenciar a resposta. A compreensão da imunogenicidade da TB e a otimização dos intervalos entre aplicações são essenciais para melhorar os resultados clínicos e minimizar riscos. Conclusão: A imunogenicidade da toxina botulínica é um tema muito relevante para prática clínica, pois é um procedimento amplamente realizado e pacientes estão começando o tratamento cada vez mais jovens, resultando em uma frequência elevada de aplicação ao longo da vida. Fatores como maior frequência de aplicação, maiores quantidades (como em tratamentos terapêuticos), intervalos menores e questões fisiológicas individuais podem aumentar o risco de desenvolver imunização. Algumas medidas como alterar o plano de tratamento, a marca e/ou subtipo de neurotoxina utilizado podem contornar o quadro. Sendo assim, os profissionais devem ser criteriosos na escolha do tratamento, além de ter cautela no manuseio e aplicação da toxina botulínica, a fim de minimizar os riscos na medida do possível.

Palavras chave: imunogenicidade, toxina botulínica, anticorpos

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Publicado

2025-12-23

Como Citar

Sattler, S., & Castro de Sousa, G. (2025). IMUNOGENICIDADE DA TOXINA BOTULÍNICA: RELATO DE CASO. Aesthetic Orofacial Science, 6(4), 61–72. https://doi.org/10.51670/aos.v6i4.163